quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Negócios e sustentabilidade se reúnem em Curitiba



Até amanhã (06) Curitiba recebe o Global Forum América Latina. O evento ocorre no Pavilhão Horácio Coimbra, no Cietep e reúne empresários, estudantes e pesquisadores em uma rede de conversação sobre inovação na educação e nos negócios para sustentabilidade.


Para Margarita Bosch, uruguaia que mora no Brasil e coordenadora do Global Forum América Latina, a sustentabilidade faz parte de uma ação contínua entre quatro setores: o acadêmico, social, empresarial e governamental. “É uma cadeia entre esses segmentos, que precisa ser gerado em espaços educativos para deixarmos um ambiente melhor para as futuras gerações”, conta. A coordenadora ainda explica que no desenvolvimento sustentável é muito importante respeitar a diversidade e isso o Brasil possui de sobra. Ela ainda frisa que a palavra-chave o para a sustentabilidade é ética e que tecnologia já existe em abundância, o que falta é entendimento que cada um possui um papel na sociedade.


Participantes tiveram espaço para mostrar projetos sustentáveis


Estudantes e professores que estavam presentes, mostraram seus projetos para o fomento de um mundo mais sustentável. Ana Maria Kriwouruska que é professora de MBA em Empreendedorismo da PUC-PR fala que o evento é uma oportunidade para os participantes serem também bons ouvintes para colocar em prática o que aprendem.


“Aqui é pode-se dizer que é uma quebra de paradigmas. As empresas precisam estar engajadas e deixar de tratar a sustentabilidade como uma simples ferramenta de marketing social”, explica. A professora também fala que sente falta de uma maior participação governamental no evento. Ela trouxe para o Global Fórum, o projeto que mostra os sintomas e o remédio para curar a destruição do meio ambiente.


O empresário Fernando Eliezer Figueiredo, da Think&Makers, empresa de consultoria para negócios sustentáveis, explica que a situação financeira bem resolvida é a primeira coisa para uma empresa iniciar um projeto para o desenvolvimento sustentável corporativo. “Costumo dizer que as três coisas que uma empresa precisa entender, é que a sustentabilidade deve estar presente na estratégia de negócios e que traz redução de riscos, de custos e uma boa reputação”, diz.


Empresários, estudantes, especialistas e professores reunidos no evento


Segundo Figueiredo, toda empresa pode lidar com a sustentabilidade e que os recursos devem ser privados e aplicados dentro da própria instituição. “Nas empresas pequenas pode ser mais fácil aplicar, porém todos os líderes devem perceber que ferramentas sustentáveis fazem parte dos negócios competitivos e devem ter visões de curto, médio e longo prazo”. Para ele, a grande jogada é a empresa sempre estar atenta aos stakeholders, que podem trazer opiniões e visões valiosas para agregar ao desenvolvimento sustentável de uma organização.


Ana Maria e Fernando entram em consenso no aspecto que, mesmo com avanços, as empresas ainda veem, erroneamente, a sustentabilidade como uma ferramenta de marketing social, o chamado greenwashing e que traz lucro, não economia. Os três entrevistados disseram que as empresas que não possuem ações voltadas à práticas sustentáveis certamente estão destinadas à falência.


Stakeholders: http://pt.wikipedia.org/wiki/Stakeholder

Greenwashing: http://pt.wikipedia.org/wiki/Greenwashing


Texto/Imagens: Robson Louriel Albuquerque da Silva

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